Manaus, Segunda-Feira, 17 de Junho de 2019

ADAF e MAPA promovem 45° Curso de Agentes Multiplicadores da Mosca da Carambola em Nhamundá

16:40 - 22/02/2019

 

Nos dias 20 e 21, a Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf), em parceria com o Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) promoveu, o 45° Curso de Agentes Multiplicadores da Mosca da Carambola em Nhamundá. A programação iniciou com uma palestra sobre a praga, considerada umas das espécies de moscas-das-frutas para alunos da Escola Estadual Enery Barbosa dos Santos.

De acordo com a Adaf, não há existência da mosca-da-carambola no Amazonas.

Na oportunidade as servidoras da Adaf, Cristiane Klenhm e Wanderleia Ribeiro, juntamente com os agentes federais de fiscalização do Mapa, Cassius Oliveira e Reinaldo Melo explicaram a preocupação com a mosca-da-carambola que está associada aos prejuízos que pode causar à produção de frutas hospedeiras, às restrições impostas pelos mercados consumidores, às implicações de medidas de controle e aos impactos econômicos e sociais do aparecimento e disseminação dessa praga, caso atinja o Amazonas.

Segundo José Miranda, responsável pelo Escritório de Atendimento de Atendimento à Comunidade (EAC), da Adaf em Nhamundá, além disso equipes que atuam nos serviços de saúde e endemias do Programa de Saúde da Família Ribeirinhas (ESFR), na região foram treinados para servir como Agentes Multiplicadores sobre o Programa Nacional de Erradicação da Mosca Carambola-PNEMC), do Mapa.

“Foi uma boa opção, pois eles poderão difundir essa informação para as zonas rurais mais longínquas  de Nhamundá, nas comunidades que principalmente fazem fronteira com o estado do Pará, que há ocorrência da mosca”, comentou.

Atualmente, a mosca pode ser encontrada no Amapá e há existências de focos em Roraima e Pará que estão sendo monitorados pelo MAPA. O Amazonas é considerado alto risco da praga, pois têm limites geográficos com esses dois estados, de modo que tal pode representar um obstáculo ao desempenho da fruticultura local, regional e nacional. Na zona de risco médio estão: Mato Grosso, Mato Groso do Sul, Acre, Rôndonia e Tocantins.

A praga, cujo nome científico é Bactrocera carambolae, ataca várias espécies frutíferas, tais como: carambola, manga, goiaba caju, laranja, acerola, tangerina, jambo, taperebá, acerola, bacupari, abiu, tangerina, jaca, tomate e entre outras.