Adaf intensifica ações de contenção e erradicação da monilíase do cacau e do cupuaçu

Ações acontecem sob a coordenação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no Alto Solimões

A Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf), sob coordenação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), vem intensificando ações de contenção e erradicação de focos da praga monilíase no Alto Solimões. Foram realizadas podas rasas de mais de 400 plantas infectadas no município de Tabatinga (a 1.1108 quilômetros de Manaus), desde março até este mês.

A ação também conta com apoio do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado (Idam) e faz parte do combate à praga altamente destrutiva que ataca pés de cacau e cupuaçu. O foco de monilíase foi detectado no Estado no fim do ano passado, o que levou o Mapa a pôr todo o Amazonas sob quarentena, proibindo o trânsito de vegetais hospedeiros (Theobroma e Herrania) para o restante do país.
O gerente de Defesa Vegetal da Adaf, Sivandro Campos, detalhou que as ações de contenção e erradicação já chegaram a 17 propriedades de Tabatinga, abrangendo as zonas rural e urbana do município. “O tipo de erradicação que está sendo feito é de podas rasas, bem no pé da planta, de 30 a 40 centímetros do solo. Até o momento, foram podados 302 pés de cacau e 101 de cupuaçu. Essa técnica não mata a planta, que volta a crescer livre da praga e estará produzindo em dois ou três anos”.

Levantamento Fitossanitário
Paralelamente ao trabalho de erradicação, a Adaf, em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam), vem realizando levantamentos fitossanitários de detecção e verificação da monilíase em outros municípios que não foram delimitados pelo Mapa como área de alto risco.
Nesse levantamento, realizado desde janeiro, servidores estão cadastrando propriedades com plantações de cacau e cupuaçu nos municípios de Urucurituba, Humaitá, Guajará, Tefé, Alvarães, Coari e Codajás. Até o momento, foram concluídos 67 cadastros de propriedades de produção de cacau e cupuaçu, sendo declarados pelos proprietários aproximadamente 43.177 plantas de cacau e 4.946 plantas de cupuaçu. O principal objetivo deste trabalho é pleitear a mudança de status fitossanitário de “Área Sob Quarentena” para “Área Sem Ocorrência” da praga.

Focos
A monilíase é uma doença devastadora que afeta vegetais dos gêneros Theobroma e Herrania, como o cacau e o cupuaçu, causando perdas e elevação de custos da produção. Cada fruto infectado pode apresentar aproximadamente 7 bilhões de esporos. A detecção do primeiro foco, no Amazonas, foi anunciada pelo Mapa no ano passado. No dia 29 de novembro, uma equipe de emergência começou a percorrer a região para mapear as propriedades com plantio de cacau ou cupuaçu, ambos frutos hospedeiros da praga quarentenária, e assim delimitar a expansão da doença.
Focos pontuais da doença foram identificados em plantações não comerciais de cupuaçu e cacau nos municípios de Tabatinga e Benjamin Constant (a 1.121 quilômetros de Manaus). O Mapa publicou uma portaria proibindo o trânsito de vegetais hospedeiros do Estado para o restante do país e, em seguida, a Adaf elaborou uma portaria complementar, restringindo a circulação de frutos dessas localidades para os demais municípios amazonenses.