Manaus, Segunda-Feira, 19 de Novembro de 2018

Pecuaristas do Amazonas devem vacinar bezerras contra brucelose

17:50 - 28/03/2018

Vacinação contra a febre aftosa inicia em 41 municípios do Amazonas

Os pecuaristas do Amazonas devem vacinar suas bezerras de 3 a 8 meses contra brucelose. A campanha de vacinação coordenada pela Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (ADAF), órgão integrante do Sistema SEPROR segue as diretrizes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), como parte do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT).

Período da Vacinação- De acordo com o diretor-presidente da ADAF, Sergio Muniz, no Amazonas a comprovação da vacinação de fêmeas bovinas e bubalinas ocorre duas vezes ao ano. Proprietários de fêmeas vacinadas durante o primeiro semestre de 2018 (janeiro a junho) devem comprovar a vacinação até o dia 30 de junho de 2018. Já a vacinação de fêmeas realizadas no segundo semestre (julho a dezembro), deverá ser comprovada até o dia 31 dezembro 2018.

“Precisamos que nossos pecuaristas imunizem seu rebanho nesses períodos e acima de tudo declare a vacina junto a ADAF”, destacou.

A vacina pode ser adquirida com receituário preenchido por um médico veterinário cadastrado junto a ADAF, que será o responsável pela vacinação das bezerras. Para adquirir a vacina, o produtor deverá procurar casas agropecuárias credenciadas em seu município. A comprovação da vacina será feita através do atestado de vacinação fornecido pelo médico veterinário cadastrado.

Sobre a doença- Segundo a Médica Veterinária e coordenadora estadual do programa de brucelose da ADAF, Walkiria Silva, a brucelose é uma doença de origem bacteriana e atinge diversas espécies animais. Causando impactos significativos na qualidade dos rebanhos bovídeos, gerando impactos econômicos na cadeia produtiva de corte e leite. A brucelose também pode ser transmitida ao homem através do consumo de leite cru e seus derivados ou ao manipular os animais doentes durante o parto.

“Para o controle e erradicação da brucelose deve-se vacinar obrigatoriamente as bezerras de 3 a 8 meses, com a vacina B19”, comentou.

Walkiria explica que de acordo com a nova Instrução Normativa (IN), de 3 de março de 2017, do MAPA, a vacina B19 poderá ser substituída pela vacina RB51, na espécie bovina. A identificação das fêmeas vacinadas entre 3 a 8 meses de idade é obrigatória, utilizando-se o ferro candente ou nitrogênio líquido, no lado esquerdo da face, seguindo a seguinte lógica: bezerras bovinas e bubalinas com idade a 3 a 8 meses vacinadas com B19 serão identificadas com o algarismo final do ano de vacinação no lado esquerdo da face, por exemplo: (8- vacinação realizada em 2018).  Já as fêmeas bovinas vacinadas com RB51 na referida faixa etária serão identificadas no lado esquerdo da face com “V”.

Após a vacinação, todo produtor rural deve procurar um dos escritórios da ADAF, munidos com o atestado de vacinação. Este documento comprova que suas bezerras foram imunizadas contra brucelose.

“Caso o produtor não possua bezerras em idade vacinal (3 a 8 meses) nesta etapa, também será necessário o comparecimento do mesmo na Unidade Local do município para declarar que não há fêmeas em idade vacinal no rebanho”, comentou.

Os Produtores que descumprem a obrigatoriedade de vacinação e declaração no período estipulado estão sujeitos às penalidades previstas na Lei Estadual nº 2.923, podendo receber multa, além de ficarem impedidos de emitir a GTA (documento obrigatório para o trânsito de animal para qualquer finalidade) para dentro e fora do Estado. Além disso, fica impedido de participar de eventos agropecuários.