Manaus, Segunda-Feira, 19 de Novembro de 2018

Governo do Estado incentiva a regularização das empresas por meio do Serviço de Inspeção Estadual (SIE) 

16:46 - 24/04/2018

O empresário Jony Willians Montero sentiu na pele, ou melhor, no bolso, as consequências de trabalhar na ilegalidade. No início de março, durante a operação “Alimento Controverso”, desencadeada pela Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf) em parceria com a Delegacia Especializada em Crimes contra o Consumidor (Decon), as autoridades encontraram algumas irregularidades na distribuidora de alimentos de Jony, localizada no bairro São José, zona leste de Manaus.

Depois da interdição do local, Jony Willians conta ter amargado um prejuízo enorme nos negócios. Mas ele não desistiu e resolveu dar a volta por cima, procurou se regularizar e investiu pesado na reforma e na aquisição de novos maquinários. Nesta terça-feira (24/04), ele comemorou a reabertura da distribuidora e o fato de passar a operar com o Serviço de Inspeção Estadual (SIE), concedido pela Adaf.

“Por um lado foi bom ter acontecido isso (a interdição do estabelecimento). A Adaf ajudou muito a gente aqui nessa revisada toda que fizemos, agradeço muito esse apoio, a gente estava precisando mesmo se regularizar. A população tinha um produto de qualidade, mas agora vai ter uma garantia melhor, que é o SIE. Isso vai ser muito bom para a segurança alimentar da população”, afirma o empresário.

SIE – O Amazonas possui 135 estabelecimentos/entrepostos com o Serviço de Inspeção Estadual (SIE), emitido pelo órgão de inspeção do estado. Entre os locais que contam com esse importante certificado, estão os que comercializam laticínios, pescados, abatedouros, carnes e derivados, mel, ovos e queijarias artesanais.

Somente neste ano, foram realizadas sete apreensões e quatro interdições de estabelecimentos que não possuíam o SIE. Em ação conjunta com a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Crimes contra o Consumidor (Decon), durante a Operação “Alimento Controverso”, no mês de março, mais de quatro toneladas de produtos de origem animal foram apreendidas, dentre eles queijo, presunto, queijo ralado, calabresa, apresuntado, bacon, fiambre, mortadela, tender, salame e outros.

Orientações – De acordo com o presidente da Adaf, Sergio Muniz, a ideia é auxiliar os empresários do estado e orientá-los para que procurem o órgão em busca de orientações.

“O governador Amazonino Mendes e o secretário do Sistema Sepror, José Aparecido, nós determinaram que fizéssemos a inclusão de determinadas atividades que estavam na informalidade. A gente procurou identificar quais os estabelecimentos que estavam trabalhando com essa questão de fatiamento, principalmente, e estamos fazendo o trabalho de primeiro, onde houver irregularidade, a gente vai e autua, destrói os produtos irregulares e interdita o estabelecimento, caso necessário, mas o principal é que nós vamos continuar acompanhando o trabalho nesses locais para garantir ao amazonense que ele adquira um produto de qualidade”, afirma Sergio Muniz.

O delegado titular da Decon, Eduardo Paixão, alerta para a gravidade desse tipo de crime. “A denúncia na Delegacia do Consumidor tem fundamental importância, diferente da maioria dos crimes que a gente vê nos DIPs, porque a denúncia se reflete a crimes de relação de consumo, que atingem centenas ou milhares de pessoas”, observa o delegado.

As delações de irregularidades do comércio e do atendimento à pessoa física e consumidor devem ser feitas aos números (92) 99962-2405 e 3214-2264, os canais para o disque-denúncia da Decon.

 

 

FOTOS: Valdo Leão/SECOM