Manaus, Segunda-Feira, 19 de Novembro de 2018

PNEFA


Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa – PNEFA


FEBRE AFTOSA


  • O que é?

É uma doença causada por um vírus altamente contagioso, que acomete bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos, suínos e outros animais de cascos fendidos.


  • Transmissão:

A transmissão principal ocorre por via respiratória , através de inalação do agente infeccioso e contato direto ou indireto com animais infectados. Os animais também se infectam pela ingestão de produtos de origem animal contaminados com o vírus, como carne, leite, ossos e queijo. Podem ocorrer transmissões de um animal para o outro, assim como entre propriedades, por meio de objetos contaminados, como botas, mãos, roupas e veículos ou equipamentos.


  • Sinais e Sintomas:

A FA caracteriza-se por febre e lesões na boca, narinas, focinho, patas ou tetas. Os sinais clínicos típicos incluem depressão, perda de apetite, salivação excessiva, corrimento nasal, diminuição da produção de leite, claudicação (manqueira) e dificuldade de locomoção.

Em bovinos, lesões orais são comuns com vesículas na língua, gengivas, narinas ou focinho.

Lesões de casco são encontradas no espaço interdigital.

Em suínos, as lesões de casco são geralmente severas, “andar de joelhos.” Vesículas também podem ser detectadas no focinho.

Ovinos e caprinos, quando apresentam sinais de febre, lesões orais e claudicação, são Leves.


  • Ações recomendadas na suspeita de febre aftosa:

Uma resposta rápida é de importância vital na contenção de um foco de febre aftosa. O serviço oficial do município (ADAF) deve ser imediatamente informado quando for observado qualquer animal com algum sintoma ou sinal característico suspeito de doença vesicular.

Mesmo que você não seja o proprietário, comunique de forma imediata às Unidades Locais (UVLs) ou Escritórios de Atendimentos (EACs) da ADAF.


  • Vacinação:

A vacinação é obrigatória e deve ser realizada em todas as faixas etárias das espécies bovinas e bubalinas (conforme calendário da região).


1. 41 municípios:

Alvarães, Amaturá, Anamã, Anor, Atalaia do Norte, Autazes, Barreirinha, Benjamin Constant, Beruri, Boa Vista do Ramos, Borba, Caapiranga, Careiro, Careiro da Várzea, Coari, Codajás, Fonte Boa, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Japurá, Jutaí, Manacapuru, Manaquiri, Manaus, Maraã, Maués, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Parintins, Rio Preto da Eva, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, São Sebastião do Uatumã, Silves, Tabatinga, Tefé, Tonantins, Uarini, Urucará, Urucurituba.

  • I ETAPA: Período de 15 de Março a 30 de Abril;
  • II ETAPA: 15 de Julho a 31 de Agosto.

Obs: Zonas Livres de febre aftosa com vacinação dos municípios de Lábrea e Canutama adotam a vacina de bovinos e bubalinos no período de 15 de abril a 15 de maio – 1° etapa: para animais até 24 meses, e 15 outubro a 15 de novembro – 2° etapa: para animais de todas as faixas etárias.


2. 21 municípios (período de vacinação semestral):

Boca do Acre, Guajará, Apuí, Barcelos, Canutama, Carauari, Eirunepé, Envira, Humaitá, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Lábrea, Manicoré, Novo Airão, Novo Aripuanã, Pauini, Presidente Figueiredo, Santa Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira e Tapauá.

  • I ETAPA – Maio;
  • II ETAPA – Novembro.

Obs.: Boca do Acre e Guajará como são zonas livres para febre aftosa com vacinação de bovídeos, as imunizações ocorrem no período de maio (1° Etapa) para animais de até 24 meses e novembro (2° etapa) para todas as faixas etárias.

Os produtores devem declarar a vacinação nas UVLs ou EACs de seu município, apresentando Nota Fiscal de compra das vacinas.


  • Último foco detectado:

Ocorrido em 2004 no município de Careiro da Várzea. O estado é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) com classificação de risco médio para febre aftosa.


  • Ações Desenvolvidas:
  • Campanhas de vacinação contra febre aftosa;
  • Vigilância ativa e passiva;
  • Inquéritos soroepidemiologicos;
  • Atendimento imediato à notificação de suspeitas de doença vesicular.

  • Importância social e econômica:

A detecção do vírus FA prejudica produtores, empresários e famílias rurais, com perda da produção, sacrifício compulsório de animais e interdição de propriedades.

Ocorrem perdas econômicas significativas, no que diz respeito ao comercio internacional, assim como a implicação agravante relacionada à imagem dos países ao mercado, quando ocorrem focos da doença.

Portanto, medidas de controle e erradicação devem ser imediatamente implementadas desde a sua detecção para minimizar os possíveis prejuízos.


  • Amazonas rumo à área livre:

As ações desenvolvidas pelo Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), visando a obtenção do avanço na classificação de risco para febre aftosa , busca a promoção da melhoria da economia do estado, através da exportação de carnes; aumento da confiabilidade, segurança e a qualidade dos produtos de origem animal e fortalecimento das estruturas dos serviços de Defesa Sanitária do Estado – ADAF. As atuações para ampliação da zona livre de Febre Aftosa é essencial para a conclusão do processo de erradicação da doença na região norte do país.


  • Coordenação:

Clarice Maciel – Medica Veterinária – CRMV/AM 0497


  • Legislações e Manuais:

Manual do Sistema Nacional de Informação Zoossanitária – SIZ- DEP/CPACZ/DSA/DAS;

Vigilância veterinária de doenças vesiculares- Orientações gerais, Brasilia, 2007;

Plano de Ação para Febre Aftosa, VOLUME I- ATENDIMENTO À NOTIFICAÇÃO DE SUSPEITA DE DOENÇA VESICULAR, Brasilia, 2009;

Manual Veterinário de Colheita e Envio de Amostras, 2010;

Coletânea de Imagens – Lesões de febre aftosa e de outras doenças Incluídas no sistema nacional de vigilância de doenças vesiculares, Brasilia- 2009;

Manual Complementar de Padronização das Atividades;

IN 44, Outubro de 2007 – PNEFA;

MANUAL DE PROCEDIMENTOS PARA A ATENÇÃO ÀS OCORRÊNCIAS DE FEBRE AFTOSA E OUTRAS ENFERMIDADES VESICULAR- MANUAL TÉCNICO, ISSN 0101- 6970.